Só no shopping e no centro de Luanda vi lojas. Na maioria dos lugares por onde passei o comércio é feito nas barracas que ficam ao longo das vias públicas. As poucas lojas que existem na periferia são de materiais de construção, pequenos mercados e pastelarias (que não vendem pasteis e funcionam como as nossas padarias).
Na beira das vias principais, onde moram as pessoas mais carentes, fica um monte de ambulantes vendendo de tudo que se possa imaginar. De frutas e carnes até roupas e aparelhos domésticos.
É muito comum venderem também um churrasco que a principio eu pensei ser de frango, mas depois descobri ser de choco, um crustáceo da família da lula.
Há também os cambistas, que são chamados de quinguilas (ou kinguilas) que trocam dólares por Kwansas (moeda de Angola), e os vendedores de cartões de tele-móveis (celulares).
Segurança e a relação com os estrangeiros
Luanda tem estrangeiros de todos os lugares, em sua maioria, portugueses, brasileiros, chineses e cubanos.
Apesar do povo em geral ser muito sisudo e formal encontrei muitos angolanos simpáticos e festivos.
Um problema pelo qual passamos foi a dificuldade em sairmos sozinhos. Na verdade nunca o fizemos, isto porque os brancos que estão em Luanda "de passagem" devem evitar sair sozinhos.
Para os que nasceram em Angola ou que lá estão a muitos anos, e que já fazem parte da comunidade, este problema é menor. Em lugares como no shopping, ou no centro foi mais fácil vermos brancos andando sozinhos ou em grupos.
Em algumas oportunidades que nos deslocamos para o centro de Luanda ou passamos por lugares mais populosos, percebemos esta dificuldade. Principalmente quando notavam que estávamos fotografando.
Ouvi alguns deles se referirem a nós como “brancos colonizadores”.
Os próprios angolanos orientam para que não se saia às ruas desacompanhado. Até mesmo estrangeiros que residem em Luanda evitam fazê-lo.
Dependíamos de um nativo para sair e, no nosso caso, o nativo era o nosso motorista.
Resultado ; dizíamos que estávamos em um cárcere privado.
Resultado ; dizíamos que estávamos em um cárcere privado.
E isto não era só conosco. Pela manhã ficava um monte de gente na frente do hotel aguardando que venham buscá-los.
Minha sobrinha me perguntou o que eles fazem se sairmos sozinhos.
Na realidade não sei muito bem, mas não ousei experimentar para poder dar esta explicação para ela.
Um brasileiro que vive em Angola a 20 anos e que estava dirigindo um comercial para a TV Angolana, falou que é preciso no mínimo três meses para entender os africanos.
Na realidade não sei muito bem, mas não ousei experimentar para poder dar esta explicação para ela.
Um brasileiro que vive em Angola a 20 anos e que estava dirigindo um comercial para a TV Angolana, falou que é preciso no mínimo três meses para entender os africanos.
O Transito
O transito aqui é um caos e nã
o há muita diferença entre durante a semana e finais de semana.
Segundo nosso motorista, as vans não têm um itinerário.
Os carros particulares são imensos (tipo utilitários) e a maioria, novíssimos (estes são os carros dos ricos). Os dos mais pobres caem aos pedaços. Imaginem isto tudo misturado.
Só vi semáforos em poucas ruas do centro de Luanda e a sinalização é feita pelas placas de transito.
Apesar de toda esta confusão não vi nenhuma briga e nem muito estresse.
Ônibus são raros. Só os vi, em maior quantidade, no centro.
O transito aqui é um caos e nã
Segundo nosso motorista, as vans não têm um itinerário.
Os carros particulares são imensos (tipo utilitários) e a maioria, novíssimos (estes são os carros dos ricos). Os dos mais pobres caem aos pedaços. Imaginem isto tudo misturado.
Só vi semáforos em poucas ruas do centro de Luanda e a sinalização é feita pelas placas de transito.
Apesar de toda esta confusão não vi nenhuma briga e nem muito estresse.
Ônibus são raros. Só os vi, em maior quantidade, no centro.
Os candongueiros (como são chamados os motoristas das vans) são os responsáveis por grande parte da locomoção da população de Luanda. Alguns seguem para onde os passageiros querem ir, de modo que a mesma van vai para o centro, para o norte e para o sul e o motorista decide para onde quer ir primeiro. Outros fazem percursos pre-definidos e com tarifa fixa.
Há também os autocarros - carros particulares que fazem o transporte de passageiros de acordo com o que combinam.
Taxis não há, mas tivemos a informação de que no início de janeiro uma empresa estrangeira estará inaugurando a primeira cooperativa de taxis da cidade.
Identifiquei no blog do Felipe Arruda situações muito parecidas com as quais passei. Para quem quer saber mais sobre Luanda, vale a pena conferir.
Belas Shopping
Nosso principal passeio era ao Belas Shopping. Foi lá que jantamos na maioria dos dias em que ficamos em Angola.
O shopping têm oito salas de cinema (confortáveis e espaçosas, com filmes lançados recentemente), uma praça de alimentação com aproximadamente 15 restaurantes, joalherias, lojas de vestuário, livraria Nobel, bancos, etc...
Nosso principal passeio era ao Belas Shopping. Foi lá que jantamos na maioria dos dias em que ficamos em Angola.
O shopping têm oito salas de cinema (confortáveis e espaçosas, com filmes lançados recentemente), uma praça de alimentação com aproximadamente 15 restaurantes, joalherias, lojas de vestuário, livraria Nobel, bancos, etc...
As lojas são de artigos importados e, como não poderia deixar de ser, bastante caros.
Há também um supermercado e um quiosque com lembranças de Angola.
Ás sextas-feiras e aos sábados é comum ver as noivas passeando pelo shopping, com seus convidados, após a cerimônia religiosa.
Nas sextas-feiras desfilam os noivos católicos e aos sábados os evangélicos (esta informação foi dada por uma das organizadoras do curso).
Nas sextas-feiras desfilam os noivos católicos e aos sábados os evangélicos (esta informação foi dada por uma das organizadoras do curso).

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